O passeio de balão na Capadócia não é famoso por acaso

Em 2010, enquanto planejávamos uma viagem para Grécia e Turquia, a nossa amiga Marys (ela também tem blog!), que fazia parte da trupe, nos contou que um colega de trabalho havia feito um passeio de balão incrível pela Capadócia e que não poderíamos perder. Na mesma hora me deu um frio na espinha e pensei: nossa, eu tenho medo de andar de elevador (rsrs), como vou subir num balão que não tem motor para poder voar e nem plano B?!

Em meio às nossas reuniões de planejamento para ver hotel, passeios, transportes, começamos a pesquisar sobre o passeio de balão, ver fotos, e resolvemos encarar, afinal,  já íamos para a Turquia, tínhamos que aproveitar a oportunidade. Foi assim que Goreme entrou para a rota. Além do passeio de balão, a Capadócia tem locais interessantíssimos para visitar, mas isso vai ficar para outro post.

Fomos no início de setembro, uma ótima época para estar na Capadócia, o clima é  ameno e os días ensolarados. Na manhã do nosso passeio, a van da Kapadokya Balloons passou cedinho no nosso hotel, acho que eram umas 5:30, e nos levou para a “concentração”.  Tomamos um cafezinho com biscoitos e, poucos minutos depois, lá estávamos nós a caminho do local onde encontraríamos nosso balão. O sol mal começava a sair e, no horizonte, só víamos os pontos de luz das chamas que inflavam os balões ainda em terra. O visual era maravilhoso.

Alí começamos a perceber que essa coisa de balão é realmente uma arte. O balão vai enchendo devagarzinho, ainda deitado, com o calor das mesmas chamas que, depois, o farão voar. O nosso cesto era pequeno, cabiam umas 15 pessoas, mas vocês sabiam que tem cesto que leva 25!? Impressionante… Assim que todos entraram, nos passaram os procedimentos de segurança, principalmente para a hora do pouso: devíamos agachar e segurar nas alças do próprio cesto. É isso aí, nada de cinto de segurança, só tem a opção “com emoção”.

Começamos a subir e, junto com a gente, vários outros balões, praticamente ao mesmo tempo. Lindo. Imagina isso mais o sol nascendo… indescritível. O passeio foi extremamente tranquilo. Não, não balança, em nenhum momento, em balão não há turbulência. Viva! Aí sim…relax total! Os baloneiros são muito experientes, o nosso passava rentinho ao chão, às rochas, às casas, sem tocar, uma habilidade invejável.

E não pensem que passeio de balão é só visual, o Mustafa, nosso “piloto”, nos explicou muitas coisas, falou um pouco sobre a história e sobre os costumes locais e animou a nossa viagem o tempo todo. O passeio dura mais ou menos uma hora, e lá pela metade começamos a voar alto, alto mesmo, 1872m! A vista era linda, como sempre, mas agora tinha, também, o fator “medinho” rolando.

Depois de um tempo voando alto, começamos o processo de descida: o nosso baloneiro, lá de cima, se comunicava com o pessoal de terra, informando a localização por GPS, conversando sobre onde, mais ou menos, iríamos aterrissar. Quando percebemos, tinha um carrinho andando láááá em baixo, seguindo-nos. Começamos a nos aproximar do chão e o “capitão” pediu para assumir a posição de pouso…. aí um sujeito pulou do carro que vinha nos seguindo e agarrou o nosso cesto, ajudando na frenagem, com os pés! Gente, muito engraçado! todo mundo incentivando: vai! você consegue! Até que paramos. Descemos todos e o Elysio até ajudou a colocar o cesto na carreta! Nos ofereceram uma taça de champanhe com suco de uva e bolinho para brindarmos à nossa linda viagem.

Foi realmente fantástico.

 

 

 

 

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