Um dia incrível em Inhotim

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Oi pessoal,

Como vocês puderam perceber, meu objetivo de escrever ao final de cada dia foi por água à baixo ontem….rsrs… A programação foi intensa e à noite quem capotou primeiro fui eu.

Um passeio que sabíamos que não poderíamos perder ao vir à BH era Inhotim, um museu a céu aberto de arte contemporânea, um parque de exposições e, eu diria, também, de diversões, daquele tipo que você sai já querendo voltar.

Saímos de BH por volta das 10:30 e pegamos a estrada rumo a Brumadinho. Em aproximadamente uma hora chegamos lá. O trajeto não é muito longo, mas como é preciso passar por dentro de pequenas cidades, com muito movimento de pessoas e muitos quebra-molas, tudo fica mais lento.

Fomos munidos de garrafa d’água e protetor solar. Uma dica que ninguém nos deu foi a de levar roupa de banho e toalha. Duas obras do museu são piscinas nas quais você pode entrar, e uma delas fica em um espaço gramado onde é possível tomar um solzinho. Não se esqueçam desses itens. Além disso, preciso frisar a importância de ir com calçados confortáveis, a caminhada é intensa, mas gratificante.

Ao chegar a Inhotim você logo percebe que algo de muito especial está por acontecer. Uma vegetação incrível envolve o local e aquele ar de parque logo te contagia.

Chegamos à recepção e ficamos pouco tempo na fila, tudo é feito de forma ágil e eficiente. O ingresso custa R$ 40,00 por pessoa e existe a possibilidade de adicionar um transporte interno por mais R$ 20,00. Mesmo que você seja um super atleta ou um entusiasta de longas caminhadas inclua o transporte, acredite, vale pagar. Existem obras cujo caminho de chegada é um pouco mais longo e às vezes em declive, economizar um pouco as pernas vai fazer diferença ao final do dia e você vai conseguir visitar tudo com mais tranquilidade. Esse transporte é gratuito para pessoas com dificuldade de locomoção ou com crianças até 5 anos.

O circuito é dividido em três, rosa, amarelo e laranja. Nós começamos pelo rosa, depois fizemos o amarelo e por último o laranja. No final achei que assim ficou ótimo, pois as obras do percurso laranja são um pouco mais interativas e te animam quando o corpo começa a dar sinais de cansaço. O parque conta com dois restaurantes e lanchonetes espalhadas por toda parte, tem uma pizzaria, um local que vende cachorro-quente, além dos pontos que oferecem salgados, pão de queijo, café, suco… com água você não precisa se preocupar, vai poder encher sua garrafinha ou tomar água diretamente nos inúmeros bebedouros.

A área do parque é enorme e possui tanto mata preservada quanto espaços  cuja vegetação foi lindamente pensada para encher os seus olhos. Além da arte dos homens, não podemos esquecer da natureza, animais podem ser avistados a toda hora e eles são muito dóceis, um ambiente de muita harmonia. Os bancos do parque são feitos de troncos caídos e esculpidos de uma forma incrível, alguns são tão grandes e com uma organicidade tão aconchegante que você tem vontade de ficar deitado neles por horas.

As obras em Inhotim levam muito em consideração a interação com a natureza circundante, algumas delas foram construídas em clareiras da mata e praticamente se mimetizam em meio à folhagem, interessante demais; uma outra usa da engenharia e da física para trazer para dentro da galeria os sons da terra. Além das obras ao ar livre, existem inúmeras galerias, mas essas vocês vão precisar ir lá para ver, pois não se pode tirar foto da exposição. Mas adianto que muitas delas têm experiências sensoriais incríveis. Montamos um pequeno vídeo para vocês terem uma ideia do quão magico é esse lugar, para crianças e adultos.

É muito difícil escolher um favorito nesse conjunto todo. Desde o incrível jardim com espelho d’água com as famosas esferas da Yayoi Kusama até os vasos em formato de letras nos quais você pode plantar florzinhas, da Marília Dardot, em todos você fica maravilhado. Jogos visuais feitos com espelhos, andar por um labirinto de redes sobre vidros quebrados, sentar e ouvir um coral de caixas de som… é tudo muito inspirador, emocionante… Mas nem tudo são flores, né? obras bem perturbadoras também estão presentes, mas sempre interessantes e que nos tiram da nossa zona de conforto.

Gente, sério, não é possível passar por essa vida sem conhecer Inhotim. Com certeza saímos transformados de lá. Programem desde já uma ida e, depois de irem, preparem uma nova visita… nós com certeza voltaremos.

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